
Lançado em 2021, em Manaus, o livro “De Refugiado a Conquistador”, do músico e conferencista Luis Rafael Gonzalez, é o resultado do acompanhamento do autor a muitos dos seus conterrâneos no processo migratório ao Amazonas, não sob a ótica da vitimização, que todo estrangeiro longe da sua terra carrega, mas no redescobrimento do seu protagonismo por meio de suas habilidades naturais.
Para o autor, a verdadeira ‘migração’ deve acontecer na mente, especialmente dos venezuelanos, que foram obrigados, por situações intoleráveis, a deixar sua pátria, mas que nunca imaginaram a dura realidade que enfrentariam fora de suas fronteiras.
“Neste livro você encontrará, além de detalhes que provavelmente não conhece sobre esse processo migratório, princípios práticos, comprovados na minha experiência, na orientação de centenas de irmãos e no incentivo para que todos conquistem novos territórios com nobreza ao se desfazer de tudo: o peso da vitimização que os impede de atingir seu pleno potencial”, justifica Gonzalez.
Na publicação, o escritor ainda revela que se transferiu à Manaus com a ideia fixa de se manter por aqui vivendo da paixão pela música onde já tem uma carreira consolidada. Mas, a realidade dos seus compatriotas fez o artista mudar de opinião.
“Queria, de alguma forma, ajudá-los, mas não com a visão assistencialista que o populismo nos ensinou. Porém, com uma visão de mudança de mente, de troca de paradigmas, de tirá-los da vitimização e empodeirá-los como conquistadores, com a visão de restaurar a verdadeira identidade dos filhos de uma nação (Venezuela) que ajudou na libertação de cinco países do continente”, resume.
“UM LUGAR AO SOL” – E, nem só de “pequenas vendas” nos semáforos ou “morando em tendas improvisadas” vive a colônia venezuelana em Manaus. Rafael Gonzalez conta que grande parte dos imigrantes já conseguiu um lugar ao sol.

Eles estão inseridos em vários segmentos do mercado, como técnicos em refrigeração, cabeleireiros, manicure ou funcionários de supermercados.
“Além disso, outros se estabeleceram como donos de seus próprios negócios e empreenderam em ramos como restaurantes, construtoras, salões de beleza, lanchonetes, etc.”, enumera o escritor que compartilha de sua experiência de apoio aos imigrantes como mentor de muitos deles por meio de palestras e seminários motivacionais.



